não existe o não existir
tudo que eu sei é que sobrevivi
mas ainda não sei o que eu aprendi
como perder a mim mesmo e minha nitidez
as vozes em minha cabeça ecoam
eu vejo o fim como era uma vez
não acham que perdoam
as pessoas como eu: as decepcionam
perdendo-me em choros silenciosos
colecionando em minha cabeça todos os ecos
perdendo mais um registro meu
hipnotizada
pelo luxo
pela sensualidade
pela perversão
pelo pecado
pelo errado
não quero tocar o chão
está muito alto para cair
seus eus enigmáticos
suas histórias dramáticas
seus efeitos sobre mim
assombrada pela sua própria sombra
pela minha voz
pelo seu corpo
desenho-o nu
carregando todos seus significados
a atração incoerente
o mais tarda de seus desejos
e tudo isso só foi pelo nosso primeiro beijo

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