a poesia que cresceu como uma infecção
tomando-me corpo e alma, deixando-me sem chão
crescida sou mulher, com cara de menina sabida
mas desliguei o mundo, para rodear de mim caida
debruçada na feiura que arranha meu rosto
sentindo o sentir ser imposto
falso e o mais verdadeiro que posso
querendo alguém para chamar de nosso
ainda acreditando que a salvação é a terceira
impedindo-me de tomar uma atitude sendo a primeira
a confusão só faz é piorar
divida entre querer
crescer
prazer
e amar
sem coragem de gritar o ódio que de mim exala
com pena, sem ousadia para dizer ama-la
olhar no espelho e refletir amor
olhar o relfexo sem sentir dor
quase duas décadas tentando responder
oque ninguém nunca quis perguntar
morrendo discretamente por anos
enquanto ouvia todos fazendo planos
a minha vida escorrida
mal vivida
desencoraja
mas ainda assim priveligiada
ainda acessivel
ainda mal agradecida
conhecendo a culpa
dizendo-me que uma artista em mim ocupa
justificar cada desculpa acreditando
que ainda estou tentando
essas mão sem calos macias
vão trabalhar
mas não posso vender meu tempo sem resitir
entregar sem lutar
porque tem uma força em mim
que nem mesmo você pode dizer o que é
muito menos impedir

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